Marketing consciente: marcas empáticas

Mindfulness-pexels-cottonbro.jpg

mindfulness também chegou ao marketing. A utilização de recursos para impactar a sociedade procurando a consciência, a intencionalidade e a conexão é a tendência.

mindful marketing baseia-se em prestar atenção consciente a todos os efeitos que provoca uma empresa ou uma marca no momento presente, muito para além do produto. Isto implica escutar para conhecer as preocupações do consumidor para além da utilidade ou necessidade do produto ou serviço a comercializar, analisar os valores da própria empresa e ser coerentes. Trata-se de um modelo que quer ouvir o que o consumidor tem a dizer e, além de escutar, dá-lhe atenção e atua. Tudo em prol da procura da lealdade e fidelidade do consumidor.

Requere uma mudança de foco. Implica passar de uma estratégia centrada no produto para um enfoque com base nos valores partilhados. E tem como resultado marcas mais empáticas, que se colocam no lugar do cliente e têm consciência de que é necessário um compromisso mais transcendente e honesto. Marcas menos superficiais e mais humanas, que procuram criar uma relação de verdade entre a empresa e o cliente.

minduful marketing parte da premissa de que a sociedade reclama às empresas uma certa responsabilidade em assuntos globais. Ao escolher a nossa marca, o consumidor tem uma intenção que vai mais além do produto: que a sua compra tenha um significado de valor. Conhecê-lo e refletir sobre isto pode levar as marcas a abraçar algumas causas que os seus próprios clientes e consumidores reivindicam, muitas delas relacionadas com a proteção do meio ambiente, a cultura… 

Em suma, o que a sociedade julga, cada vez mais, é como a empresa e as marcas atuam e como demonstram esses seus compromissos.

Para que o consumidor acredite no que a empresa faz, deve fazê-lo com verdade. As iniciativas devem ser intencionais, com verdadeira intenção e compromisso, mas que o compromisso vá para lá de um bom storytelling. Ou, dito de outra forma, que “obras são amores e não boas razões”….

Por Sonia Díaz, sócia do Estudio de Comunicación Madrid e Marta Mimoso, Diretora geral do Estúdio de Comunicação Lisboa.

Anterior
Anterior

Television is dead. Welcome to true interactivity.

Próximo
Próximo

Small Talks – Criatividade